SKU é um identificador interno que a empresa define para controlar itens ou variantes. GTIN é um identificador padronizado de produto, atribuído dentro do sistema internacional de identificação; EAN-13 é uma simbologia de código de barras que representa um GTIN-13, o número de 13 dígitos [S04]. SKU não substitui GTIN. Já EAN-13 e GTIN-13 se referem à representação e ao número associado, não a dois identificadores diferentes para o mesmo item.
A pergunta mais importante não é “qual código colocar em qualquer campo?”, mas quem atribuiu o identificador, a que item exato ele pertence e qual sistema o exige.
Três nomes e três responsabilidades
| Termo | Origem ou relação | Para que serve | Cuidados |
|---|---|---|---|
| SKU | A própria loja/empresa | Controlar estoque, variante e integração interna | Precisa ser único e estável na operação adotada |
| GTIN | Responsável pela identificação comercial do produto, conforme padrões de atribuição | Identificar um item comercial além do cadastro interno da loja | Não inventar nem reutilizar código de outro item |
| EAN-13 | Simbologia que representa o número GTIN-13 | Representar o GTIN-13 em barras para leitura por scanner | Não é o nome de qualquer código de barras nem um identificador adicional ao GTIN-13 |
O Google Merchant Center diferencia SKU/ID de oferta e identificadores atribuídos ao produto. Ele orienta explicitamente não colocar SKU interno no campo GTIN nem copiar o GTIN de outro produto [S01] [S02].
Exemplo: um produto, três variantes
Exemplo inteiramente simulado. Os SKUs abaixo são fictícios; não fornecemos GTINs numéricos para evitar códigos falsos ou aparentemente válidos.
Imagine que uma loja venda uma camiseta chamada Litoral, nas cores azul e preta, em tamanhos diferentes:
Matriz de três variantes com SKU fictício e GTIN não divulgado
| Item comercial / variante | SKU interno ilustrativo | GTIN (se atribuído) | Fonte a conferir |
|---|---|---|---|
| Camiseta Litoral azul P | LIT-AZ-P | Código da variante na embalagem/fabricante | Etiqueta e cadastro do fornecedor |
| Camiseta Litoral azul M | LIT-AZ-M | Código da variante na embalagem/fabricante | Etiqueta e cadastro do fornecedor |
| Camiseta Litoral preta M | LIT-PR-M | Código da variante na embalagem/fabricante | Etiqueta e cadastro do fornecedor |
Cada variante pode precisar de uma identificação própria no canal. Para produtos com GTIN atribuído, o Google orienta informar o identificador adequado à variante, e não o mesmo GTIN do produto-pai indiscriminadamente [S01].
Se a loja receber um novo fornecedor ou mudar o ERP, poderá preservar os SKUs conforme sua regra operacional — desde que os vínculos sejam mantidos. Já o GTIN não deve ser arbitrariamente recriado para acompanhar uma mudança de sistema.
O que é código de barras nessa história?
Código de barras é uma forma visual de representar dados para leitura por scanner. O símbolo EAN-13 representa um número GTIN-13 [S04], mas o termo “código de barras” é amplo: há simbologias e usos distintos, inclusive etiquetas internas de depósito.
Portanto, uma sequência numérica exibida numa etiqueta não é automaticamente um GTIN válido. Confira a origem, o comprimento, o dígito verificador e os requisitos do canal. O Merchant Center exige GTIN real e válido quando aplicável e explica os formatos aceitos [S02].
Como descobrir o código correto
Comece pela embalagem do item exato que você venderá e pela documentação do fabricante ou distribuidor autorizado. A informação de um produto parecido não basta. Se houver várias versões, confira a cor, o tamanho, a composição, a quantidade de unidades e o conjunto incluído.
Uma pequena rotina de pesquisa pode seguir:
Árvore de decisão para encontrar GTIN
- 01
Identificar o item físico e a sua variante exata.
- 02
Verificar embalagem e materiais oficiais do fabricante.
- 03
Confirmar que o código pertence àquela versão, não a outro tamanho ou kit.
- 04
Registrar fonte, data da conferência e quem aprovou.
- 05
Validar o formato exigido no canal antes de publicar.
Não use ferramentas automáticas para gerar um GTIN novo para um produto de terceiro. Validadores de dígito não comprovam titularidade ou correspondência com o item físico.
E quando o produto não tem GTIN?
Nem todo produto tem um GTIN atribuído. Itens personalizados, artesanais ou de marca própria podem ter cenários específicos. Isso não significa preencher zeros, “sem código” ou uma sequência inventada no campo GTIN.
As orientações do Merchant Center diferenciam produtos sem identificadores atribuídos dos produtos que têm identificador mas cujo lojista ainda não o conhece [S01] [S03]. Se o produto já tem GTIN oficial, a ausência dele no cadastro é uma pendência de pesquisa. Se não existe GTIN atribuído, siga as regras de declaração e demais identificadores aceitos pelo destino.
Para marcas próprias, o Google descreve condições especiais de preenchimento de marca e MPN quando adequado. Não aplique essa regra automaticamente a marcas de terceiros: MPN também deve respeitar a origem do fabricante [S01].
O que são MPN, ID e produto-pai?
Outros três termos aparecem com frequência na operação:
- MPN: referência de peça ou modelo atribuída pelo fabricante. Não é sinônimo universal de SKU.
- ID de oferta: identificador usado por um feed ou canal para uma entrada cadastrada, que pode seguir outra lógica que não a do GTIN.
- Produto-pai: agrupamento comercial de variantes numa plataforma; seu identificador não deve ser automaticamente utilizado no campo GTIN de todos os itens-filhos.
O campo que a plataforma chama de “código do produto” pode representar coisas diferentes. Leia a definição do campo e o contrato da integração; não mapeie apenas porque os nomes se parecem.
Auditoria rápida antes de importar um catálogo
Use esta matriz para conferir um lote antes de enviá-lo a marketplace ou ao Merchant Center:
Checklist de cinco verificações por SKU/GTIN
| Teste | O que procurar | Se falhar |
|---|---|---|
| SKU interno | Unicidade por variante e correspondência ao estoque | Resolver duplicidade e mapear vínculos |
| GTIN informado | Fonte atribuída, variante correta e formato válido | Não publicar dado inventado; pesquisar fonte |
| Marca / MPN | Nome e referência corretos do fabricante, quando disponíveis | Registrar pendência e conferir regras do canal |
| Variante | Cor/tamanho/quantidade correspondem à ficha e imagem | Corrigir agrupamento e identificador por item |
| Origem dos dados | Campo do ERP e campo do canal têm sentidos compatíveis | Revisar mapeamento antes da carga em lote |
O arquivo CSV complementar traz três exemplos fictícios e campos em branco para registrar responsável, data e decisão de aprovação após a conferência. Ele é um modelo de revisão, não uma lista de GTINs fornecidos pela Guiby.
Erros comuns que valem um retrabalho inteiro
Um GTIN copiado do tamanho M para o P pode associar o item ao produto errado. Um SKU duplicado pode prejudicar o vínculo com estoque ou anúncios. Uma marca escrita como “genérica” quando existe marca real pode quebrar regras do canal. Uma planilha com zeros em campos que deveriam ficar vazios pode induzir importadores a receber dados inválidos.
Esses são riscos de qualidade de dados; o efeito exato depende da plataforma, da integração e das regras da categoria. O Google detalha que informações faltantes ou imprecisas podem limitar a elegibilidade de listagens ou gerar reprovação [S03].
Próximo passo
Antes de cadastrar centenas de produtos, escolha cinco itens com variantes e faça uma auditoria de SKU, identificação, imagem e canal. Se houver divergências, corrija a origem dos dados antes de replicá-los.
Veja também como organizar uma ficha completa de produto e o conteúdo de filtros para loja virtual.
A Guiby pode apoiar a organização e revisão do catálogo. Conheça nossa atuação em e-commerce para discutir uma amostra e as necessidades da operação.
Perguntas frequentes
Todo produto precisa ter EAN?
Não. A necessidade de informar GTIN depende de ele existir para o item e das regras do canal. Se um fabricante atribuiu GTIN, use o código correto; se não, verifique o procedimento de declaração apropriado [S01].
Posso usar meu SKU como GTIN?
Não. Um SKU interno não substitui um GTIN atribuído, nem deve preencher o campo GTIN quando esse identificador não existe. No Merchant Center, há situações de fabricante ou marca própria em que um código como o SKU pode ser usado no campo MPN, conforme as condições do Google. Essa orientação para MPN não é uma permissão para usar SKU como GTIN [S01].
Duas cores podem ter o mesmo código?
Não presuma. Identifique o que realmente muda o item comercial; variantes podem ter GTINs diferentes. Na integração, SKUs internos precisam evitar ambiguidade, independentemente do padrão de GTIN.
Qual a diferença entre EAN e GTIN?
GTIN é o número que identifica o item comercial. EAN-13 é a simbologia de código de barras que representa um GTIN-13. No cadastro, o campo chamado “EAN” frequentemente pede esse número de 13 dígitos; confira a definição do campo. Não são dois identificadores adicionais para o mesmo item [S04].
Fontes e limites
Consultas realizadas em 10/10/2026. O artigo não atribui nem valida códigos comerciais reais de terceiros; matrizes, nomes e SKUs exibidos são exemplos didáticos.
- Google Merchant Center — Identificadores exclusivos de produtoPapel de GTIN, marca, MPN e cuidados contra valores inventados.
- Google Merchant Center — GTINRequisitos, validação e formatos de GTIN.
- Google Merchant Center — Especificação de dados de produtosRegras técnicas por atributo e destino.
- GS1 Brasil — Código EANDistinção entre o número GTIN e sua representação em código de barras EAN.


